quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cineclube UFGD encerra 2010 com o filme “A dama do Cine Shanghai”




O Cineclube UFGD exibe do filme “A dama do Cine Shanghai”, neste sábado (4), às 17h, no cine-auditório da Unidade 1 da UFGD. A entrada é franca e o filme é classificado para maiores de 16 anos.
Vencedor de onze premiações, dentre elas sete troféus Kikito do Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, o terceiro longa-metragem de Guilherme de Almeida Prado é um thriller policial em homenagem ao clássico cinema noir norte-americano. Classificado pelo próprio autor nos créditos finais como um “filme b”, esta obra é marcada por um humor sutil e ferino. Lucas, cafajeste tipicamente brasileiro interpretado por Antônio Fagundes, se envolve em uma trama de intriga e suspense,marcada muitas vezes por um delicioso nonsense. Conduzido de forma inteligente e despretensiosa até um grand finale digno das melhores produções policiais, o filme ainda conta com um invejável elenco de grandes estrelas da dramaturgia brasileira.
Numa noite quente e úmida de verão, Lucas, um corretor de imóveis e ex-boxeador, entra em um cinema no centro de São Paulo para ver um filme policial. Na sala escura conhece Suzana, uma bela e misteriosa mulher, muito parecida com a protagonista do filme. A partir desse encontro, aparentemente fortuito, o vendedor passa a viver uma aventura de suspense e sua paixão o envolve num labirinto de pistas e assassinatos.
Essa sessão encerra a programação de 2010 do Cineclube UFGD e a equipe de execução inicia o planejamento para as ações de 2011, conforme projeto já aprovado na Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFGD e que prevê mostras temáticas do cinema francês, alemã, chinês e canadense, além dos filmes nacionais.
O longa-metragem foi fornecido ao Cineclube UFGD pela Programadora Brasil, do Cine Mais Cultura, programa do Ministério da Cultura.

Site: A dama do Cine Shanghai de Guilherme de Almeida Prado
SP, 1988, Ficção, Colorido, 114 min.

Crítica

A arte do imaginárioGustavo Galvão*

Especialistas de última hora não perdem tempo em apontar saídas para a crise de público vivida pelo cinema brasileiro pós-retomada. Clamam por uma produção que se justifique — seja como instrumento social, seja como algo viável comercialmente. O cinema já não se justifica por si só. No contexto que prestigia o pragmatismo e massacra a subjetividade do artista, a obra de Guilherme de Almeida Prado é um corpo estranho.

O fato é que Almeida Prado faz os filmes que gosta de ver, livrando-se da armadilha do senso comum ao estabelecer um compromisso com seus sonhos de cinéfilo. Em filmes como A dama do cine Shanghai, embora transborde mas referências aos clássicos do passado, sobressai uma visão particular.
Sua arte discute as questões humanas ao destrinchar o legado do cinema, esse grande fomentador do imaginário coletivo.

São duas as épocas que definem a narrativa. Por um lado, a história de amor entre uma mulher casada e uma gente imobiliário presta homenagem aos policiais noir da década de 1940. Eram os “filmes B”: produzidos à margem das superproduções de Hollywood, eles jogaram luz no lado sombrio da prosperidade norte-americana. No entanto, a década que prevalece a cada cena é a de sua realização, a de 1980 — evidente nos letreiros em néon, nos sintetizadores da trilha sonora e na composição visual.

Os mais de 20 anos que se passaram desde a estreia não comprometeram essa trama, e a razão disso está no fascínio do cineasta pelo cinema B. Ele exacerba tudo que há de artificial em A dama do cine Shanghai. O que estava acima do tom em 1988, continua sendo hoje. O desprezo pelo naturalismo prolonga a vida do filme, bem como potencializa a ambigüidade de situações carregadas de perversidade e erotismo.

Pistas falsas, subtramas que não fecham, insinuações duvidosas. Assim é o filme, no qual o cineasta combina uma inquietação quase existencial com a admiração pelo cinema de Alfred Hitchcock e thrillers à moda antiga. A essência está nos primeiros dez minutos: vê-se a platéia de um cinema antigo, mas o som vem do filme projetado na tela. A partir daí, o intercâmbio entre real e imaginário é intensificado a ponto de apagar a fronteira entre ambos. É o elogio do cinema como a arte do subconsciente revelado.

Em A dama do cine Shanghai, a desmoralização do real reafirma o poder do imaginário. Por isso a ênfase nos movimentos de câmera, um recurso para liberar o intenso fluxo de imagens gerado pelo personagem de Antônio Fagundes. Boa parte da ação se desenrola na mente dele, o homem que extravasa — no filme que vê — suas ambições de virilidade. Algo similar ocorre com Almeida Prado, que se realiza como investigador da complexidade humana ao extravasar a subjetividade de artista.

*Gustavo Galvão Atuou no jornal Correio Braziliense
como crítico e repórter, entre 1996 e
2003. Formado emjornalismo pela Universidade
de Brasília, fez especialização
em cinema na Espanha. É curador de
mostras audiovisuais e dirigiu sete curtas
de ficção, entre eles o premiado A
Vida ao Lado (2006), exibido em 25
festivais no Brasil e no exterior.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Filme deste sábado retrará descobertas de um jovem nas décadas de 50, 60 e 70



O filme “Eu me lembro” será exibido gratuitamente neste sábado (27), às 17h, pelo Cineclube UFGD, no cine-auditório da Unidade I da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), localizada naRua Jo]ão Rosa Góes, 1761, Vila Progresso.
Vencedor de seis prêmios no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2005, o longa-metragem de estreia do diretor Edgard Navarro narra a biografia ficcional de Guiga, rapaz de uma tradicional família de Salvador. As memórias do protagonista, naturalistas e profundamente pessoais, revelam retratos fidedignos de idiossincrasias e maneirismos de nossa cultura. Narradas em um período que engloba as décadas de 1950 a 1970, as descobertas, conflitos e perdas do jovem traçam um panorama histórico da sociedade brasileira naqueles dias e, ao mesmo tempo, fisgam o espectador em uma narrativa elegante e sentimental.
O filme foi produzido em 2005, na cidade de Salvador (BA) e a trilha sonora é de autoria de Tuzé de Abreu que inseriu diversas músicas como “Aquele abraço”, “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones”, “Eu te amo meu Brasil”, “Mambo da Cantareira”, “Cheguei tarde”, “Luzia Luluza” e “Objeto semi-identificado”.
O longa-metragem foi fornecido ao Cineclube UFGD pela Programadora Brasil, do Cine Mais Cultura, programa do Ministério da Cultura.

Mais informações
http://www.programadorabrasil.org.br/filme/588/
Prêmios: 38º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO (nov/2005)
* Melhor Filme (Júri Oficial)
* Melhor Direção - Edgar Navarro
* Melhor Atriz - Arly Arnaud
* Melhor Ator Coadjuvante - Fernando Neves
* Melhor Atriz Coadjuvante - Valderez Freitas Teixeira
* Melhor Roteiro - Edgar Navarro
* Melhor Filme (Prêmio da Crítica)

Crítica

DOCE BÁRBARO

Ricardo Calil*

A influência de Federico Fellini em Eu me lembro fica explícita já em seu título. Amarcord (1976), nome do clássico do cineasta italiano, significa “eu me recordo” no dialeto da região de Rimini, onde Fellini nasceu. Se o título não for suficiente, a primeira cena do filme se encarregará de dissipar as dúvidas. Em uma cama de casal, um menino se senta no colo de sua mãe corpulenta, com um seio para fora — lembrando as matronais divas fellinianas que povoam Amarcord e outros filmes do diretor. Mas o que vem a seguir nos recorda de que estamos vendo o primeiro longa-metragem do baiano Edgard Navarro — e não apenas pelo sotaque dos personagens. Ao ser recriminado pela mãe, o menino Guiga grita seguidamente: “Puta! Puta! Puta!”. Leva um tremendo pito do pai e acaba urinando em suas calças curtas.

Essa primeira seqüência já serve para nos situar no terreno de Eu me lembro: ao lado do memorialismo agridoce de Fellini está a irreverência um tanto bárbara de Navarro – discípulo temporão do cinema marginal dos anos 1960 e 1970, autor de curtas e médias metragens fundamentais,mas pouco vistos, como SuperOutro (1987).

Filme assumidamente autobiográfico, com narração em off feita pelo próprio Navarro, Eu me lembro é um romance de formação que o cineasta escreveu com sua câmera, uma narrativa que acompanha a trajetória de Guiga — da infância à juventude, entre os anos 1950 e 1970, em Salvador — ao mesmo tempo em que observa as mudanças do país nesse período. O caráter da narrativa é episódico e elíptico; em vez da trama, Navarro privilegia personagens e situações: as descobertas sexuais, os questionamentos religiosos, as brigas familiares, as experiências com drogas e assim por diante — lembrados pelo cineasta sem qualquer dose de cinismo e com total carinho por cada enquadramento, combinação mais rara do que o desejado no cinema brasileiro.

Perto dos curtas e médias que fizeram a fama de Navarro — O rei do cagaço(1977), por exemplo, tinha um close de um ânus em plena atividade fecal —, Eu me lembro é um filme singelo, cuja maior provocação é mostrar, de forma explícita, o adolescente Guiga se masturbando. As transgressões de seu longa-metragem podem ser inocentes, mas estão longe de ser ingênuas: por trás dos episódios cômicos ou melancólicos, existe um olhar crítico sobre o preconceito de cor e de classe, a hipocrisia religiosa e o autoritarismo paterno — que, em sua visão, reflete o coronelismo político baiano, atacado em um recado rápido, mas eficaz.

Por fim, é preciso lembrar que Navarro levou 30 anos de carreira (e 56 de vida) para realizar este seu primeiro longa — prova de que o caminho do cinema nacional pode ser árduo para aqueles que preferem andar à margem.

*Ricardo Calil Crítico de cinema, redator-chefe da
revista Trip, colaborador do Guia da
Folha, do jornal Folha de S.Paulo, e titular
do blog Olha só, no portal IG.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dia da Animação: Mostra para Deficientes Auditivos será neste sábado no Cineclube UFGD



O Cineclube UFGD realizará neste sábado (06) a Mostra para Deficientes Auditivos do Dia Internacional da Animação 2010, às 17h, no cine-auditório da Unidade 1, Rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso. A entrada é franca.
Mais informações em www.cineufgd.blogspot.com

A Mostra tem classificação para maiores de 10 anos e contará com a exibição dos curta-metragens: “Retorno de Saturno”, dirigido por Lisandro Santos (Porto Alegre – RS), “Como comer um elefante”, dirigido por Jansen Raveira (Niterói – RJ), “Rattus Rattus”, dirigido por Zé Brandão (Rio de Janeiro – RJ), “Zica e os camaleões”, dirigido por Ari Nicolosi (São Paulo – SP), “Eu queria ser um monstro”, dirigido por Marão (Rio de Janeiro – RJ) e “O Jumento Santo e a cidade que se acabou antes de começar”, dirigido por William Paiva e Leo D. (Olinda – PE).

Já as Mostras para Deficientes Visuais – Infantil e Adulto serão na semana que vem, no dia 13 de novembro, às 17h para as crianças e às 18h para os adultos, também no cine-auditório da UFGD.

Na Mostra para pessoas com deficiência auditiva, os filmes receberam legendagem em português, em que símbolos indicam tudo o que está acontecendo no som do filme: os ruídos, a música, as narrações e quem está falando, por exemplo.

Nas Mostras para pessoas com deficiências visuais, os filmes tem audiodescrição, ou seja, uma narração que permite que os espectadores entendam o filme mesmo não podendo visualizar as imagens ou tendo algum tipo de dificuldade de entendimento. Nela, ouvimos, nos intervalos dos diálogos, tudo aquilo que não dá para perceber somente através da audição: as cenas sem diálogo, as reações silenciosas, os cenários, os figurinos, as paisagens, os tipos físicos, etc. Tudo é descrito com uma técnica específica, dentro de padrões e critérios internacionais.

As mostras com audiodescrição também podem ser assistidas por portadores de Síndrome de Down e Autismo, pois esse recurso facilita o entendimento e a percepção sobre as obras exibidas, possibilitando o acesso a este tipo de atividade cultural.

O Dia Internacional da Animação envolve mais de 400 cidades no Brasil e é organizado no país pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e internacionalmente pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA), abrangendo 30 países.

O Cineclube UFGD já realizou a Mostra Infantil em 23 de outubro e as Mostras Nacional e Internacional em 28 de outubro.

Site www.diadanimacao.com.br .
Fotos dos filmes:

Sobre o Dia Internacional da Animação:
A mostra foi criada em 2002 pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) para comemorar o Dia Internacional da Animação. Foi nesta data que Émile Reynaud, em 1892, realizou a primeira projeção do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris. Essa projeção foi à primeira exibição pública de imagens animadas (desenhos animados) do mundo.

A organização nacional do evento contará novamente com o apoio na divulgação da Globo Filmes, TV Rá-Tim-Bum, TV Brasil, TV Cultura, Canal Futura, Espaço Z, Rain, Movie Mobz, Sesc TV e Cine Brasil TV, além do apoio do CTAV – Centro Técnico do Audiovisual , do Conselho Nacional de Cineclubes, do Fórum dos Festivais, do Centro de Produção de Legendas e do Habanero Áudio.

O DIA tem o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural, através da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura – Lei Rouanet e com a parceria da ASIFA, para que a mostra brasileira também esteja presente na comemoração em mais de 50 países no mundo.

SINOPSES
Retorno de Saturno – Dir. Lisandro Santos
2D – 2009 - 12min
Porto Alegre - RS
Sinopse: Um momento de mudança na vida de um homem que completa 29 anos. Segundo a astrologia, o retorno de Saturno é um período de grandes mudanças na vida de uma pessoa. E é o que acontece com um homem que se vê sem emprego, sem
namorada e com três filhos para cuidar.

Como comer um elefante – Dir. Jansen Raveira
2D – 5min57seg – 2008 – Niterói – RJ
Sinopse: A experiência traumatizante de uma aspirante a Miss que não consegue ler “O Pequeno Príncipe”.

Rattus Rattus – Dir. Zé Brandão
2D digital – 11min55seg – 2009 – Rio de Janeiro – RJ
Sinopse: Rio de Janeiro, 1904. Um imigrante de 12 anos descobre uma maneira inusitada de ganhar dinheiro: caçando ratos. Na época
o Rio era a capital do Brasil, onde o prefeito Pereira Passos promovia um verdadeiro “bota-abaixo”, transformando o centro da metrópole num imenso canteiro de obras. Nesse cenário devastado acompanhamos a perseguição de Heitor, o caçador que se percebe
caça.

Zica e os camaleões – Dir. Ari Nicolosi
2D – 11min – 2009 – São Paulo – SP
Sinopse: Zica, uma adolescente de 14 anos, procura através de sua arte fazer uma releitura do mundo que a cerca. Podemos dizer que Zica é uma espécie de Hanna Montana “Lado B”, que
procura seus “pares” nos ambientes pelos quais circula.

Eu queria ser um monstro - Dir. Marão
Stop Motion/Lápis no papel- 8min- Rio de Janeiro - RJ
Sinopse: Cotidiano de uma criança com bronquite.

O Jumento Santo e a cidade que se acabou antes de
começar – Dir. William Paiva e Leo D.
2D - 11min – 2007 – Olinda – PE
Sinopse: Quando Deus resolve criar o mundo, as coisas acabam não saindo como planejado. O sertão nunca mais será o mesmo, depois que o jumento Limoeiro vem a terra pra dar um jeito na humanidade, que depois de sucumbir à tentação do capeta, acaba botando o mundo em desordem.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mostras Nacional e Internacional do Dia da Animação também neste sábado


O Dia Internacional da Animação foi celebrado em 28 de outubro, às 19h30, com exibições em mais de 400 cidades do país, organizadas pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA). O Cineclube UFGD realizou a sessão na quinta-feira (28) e vai repetir a exibição neste sábado (30), às 17h, a pedido dos estudantes que tiveram aula à noite e não puderam comparecer para assistir aos filmes. A entrada é gratuita e será no cine-auditório da Unidade 1, Rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso.

A Mostra Nacional 2010 tem classificação para maiores de 12 anos e contará com a exibição de curtas metragens como “Tromba Trem - O estrangeiro”, de Zé Brandão; “Como comer um elefante”, de Jansen Raveira e “Eu queria ser um monstro”, de Marão (RJ); “Doce Ballet”, de Lina Fridman e Maira Fridman; “Quando as cores somem”, de Luciano Lagares (SP), entre outros. Entre os selecionados da Mostra Internacional, destaque para “Pássaros”, de Filipe Abranches (Portugal); “Kensho”, de Daniel Kang (EUA); “Zsa Zsa Zsu”, de Tromarama (Indonésia) e “Hide & Seek”, de Sherif Abbas (Egito).

A Mostra Internacional 2010 é recomendada para maiores de 14 anos e traz os filmes: “Voa Voa num Prédio de Lisboa”, de Joana Toste (Portugal); “Pássaros”, de Filipe Abranches (Portugal); “Diário de uma Inspectora do Livro de Recordes”, de Tiago Albuquerque (Portugal); “Kensho”, de Daniel Kang (EUA); “Zsa Zsa Zsu”, de Tromarama (Indonésia); “The Tale of How”, de The Blackheart Gang (África do Sul); “Grandma Lo'A Lo'A (Hajja Lolo)”, de Hussain Nemr (Egito); “HM HM”, de Mohamed Ghazala (Egito); “Hide & Seek”, de Sherif Abbas(Egito); e “Ooga Booga Samba Mamba”, de Vaibhav Kumaresh (Índia).

As mostras especiais serão realizadas no dia 06 de novembro para pessoas com deficiência auditiva, e no dia 13 de novembro para pessoas com deficiência visual, às 17h, no cine-auditório da UFGD.

O “Dia Internacional da Animação” aconteceu em 30 países, como França, Estados Unidos, África do Sul, Canadá, Irã, Romênia, Coréia do Sul, Austrália e Camarões, que fazem intercâmbio de suas mostras.

Site www.diadanimacao.com.br .

Fotos dos filmes: http://picasaweb.google.com.br/cineufgd/28DeOutubroDiaInternacionalDaAnimacao


Sobre o Dia Internacional da Animação:
A mostra foi criada em 2002 pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) para comemorar o Dia Internacional da Animação. Foi nesta data que Émile Reynaud, em 1892, realizou a primeira projeção do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris. Essa projeção foi à primeira exibição pública de imagens animadas (desenhos animados) do mundo.
A organização nacional do evento contará novamente com o apoio na divulgação da Globo Filmes, TV Rá-Tim-Bum, TV Brasil, TV Cultura, Canal Futura, Espaço Z, Rain, Movie Mobz, Sesc TV e Cine Brasil TV, além do apoio do CTAV – Centro Técnico do Audiovisual , do Conselho Nacional de Cineclubes, do Fórum dos Festivais, do Centro de Produção de Legendas e do Habanero Áudio.
O DIA tem o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural, através da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura – Lei Rouanet e com a parceria da ASIFA, para que a mostra brasileira também esteja presente na comemoração em mais de 50 países no mundo.

SINOPSES

MOSTRA NACIONAL
Tromba Trem - O estrangeiro – Dir. Zé Brandão
2D digital – 11min15seg – 2009 – Rio de Janeiro – RJ
Sinopse: Um elefante perde a memória ao cair do céu em pleno cerrado brasileiro, onde encontra uma tamanduá vegetariana e uma colônia de cupins que acreditam ser de outro planeta. Todos juntos embarcam num trem a vapor.

O Acaso e a Borboleta – Dir. Tiago Américo e
Fernanda Correa
Rotoscopia – 4min04seg – 2009 – Curitiba – PR
Sinopse: A beleza do vôo da borboleta talvez resida em sua aleatoriedade. Ora apresenta ser errático, sem destino. Ora parece ser dotado de objetivos incompreensíveis à racionalidade humana. Assim voam as borboletas. Assim caminham os homens.

Doce Ballet – Dir. Lina Fridman e Maira Fridman
Stop motion – 3min42seg – 2010 – São Paulo – SP
Sinopse: Quando menos se espera, objetos na sala criam vida e comidas se harmonizam em um delicioso ballet.

Quando as cores somem – Dir. Luciano Lagares
2D/3D – 15min – 2009 - São Paulo – SP
Sinopse: Laila percebe que as cores de suas pinturas se modificam quando ficam no escuro. O problema é resolvido com uma simples explicação feita por um cego que sugere a menina que use a imaginação ao ficar no escuro.

Bonequinha do Papai – Dir. Luciana Eguti e Paulo
Muppet
2D Digital – 4min36seg – 2010 – São Paulo – SP
Sinopse: Um videoclipe retrô-futurista, em preto e branco, sobre uma bonequinha andróide e seus amigos tecnológicos. Criado para música “Bonequinha do papai” da banda “ Pequeno Cidadão”.

Musicaixa – Dir. Jackson Abacatu
2D/Recorte digital – 2min – 2010 – Belo Horizonte – MG
Sinopse: Uma caixa de música e sua proliferação de sons.

Dias de Sol – Dir. Luciano Lagares
2D – 1min – 2005 - São Paulo – SP
Sinopse: Em dias de sol a vida rotineira parece ser mais confortável. Basta uma simples chuva de verão para por fim à rotina e transformar tudo num enorme desconforto. Inspirado pelos desenhos do filho, o inventor aproveita para exercer seu ofício, criando os guarda-chuvas de acordo com a personalidade de cada cliente.

Como comer um elefante – Dir. Jansen Raveira
2D – 5min57seg – 2008 – Niterói – RJ
Sinopse: A experiência traumatizante de uma aspirante a Miss que não consegue ler “O Pequeno Príncipe”.

Voltage – Dir. Felippe Lyra e William Paiva
Animação Tradicional / 2D / 3D / Rotoscopia – 4min15seg
– 2008 – Olinda – PE
Sinopse: Assim como sintetizadores moduladores, as
pessoas se conectam entre si para atingir vários objetivos. Em Voltage, robôs meio-humanos e meio sintetizadores, movidos por doses cavalares de energia se conectam num transe elétrico e caótico.

O Divino, De Repente – Dir. Fábio Yamaji
Stop motion/2D /rotoscopia/pixilation – 6min20seg –
2009 - São Paulo – SP
Sinopse: Documentário animado com ficção experimental sobre Ubiraci Crispim de Freitas, um brasileiro comum conhecido por Divino. Trata-se de um filme contado em palavras, cantado em repentes e legendado em desenho animado.

Eu queria ser um monstro - Dir. Marão
Stop Motion/Lápis no papel- 8min- Rio de Janeiro - RJ
Sinopse: Cotidiano de uma criança com bronquite.

MOSTRA INTERNACIONAL
Voa Voa num Prédio de Lisboa – Dir. Joana Toste
desenho sobre papel - 3min – 2009 - Portugal
Sinopse: É lógico que é fácil viver num mundo com lógica, usando logicamente a lógica.

Pássaros – Dir. Filipe Abranches
desenho sobre papel – 7min -2009 - Portugal
Sinopse: A desventura de uma velha mulher obcecada com pássaros e do seu filho, que pensa poder voar.

Diário de uma Inspectora do Livro de Recordes – Dir.
Tiago Albuquerque
Flash – 11min38seg – 2009 - Portugal
Sinopse: Quadros da vida de uma mulher responsável pela verificação dos recordes do Livro do Guinness.


Kensho – Dir. Daniel Kang
2D/3D – 3min57seg min – 2009 - EUA
Sinopse: Um poema visual que começa como um dia normal na
vida de uma jovem, mas termina em catarse espiritual. Traduzindo para a mente o "verdadeiro eu" ou a "verdade", “Kensho” descreve experiências de iluminação súbita ou breve no Zen Budismo.


Zsa Zsa Zsu – Dir. Tromarama
Stop-Motion – 4 min42seg – 2007 - Indonésia
Sinopse: curta de animação em stop-motion com botões de roupas.



The Tale of How – Dir.The Blackheart Gang
3D – 4min31seg – 2006 – África do Sul
Sinopse: Uma viagem fantástica sobre a criação da vida.

Grandma Lo'A Lo'A (Hajja Lolo) - Dir. Hussain Nemr
2D – 2min39seg – 2006 - Egito
Sinopse: Vovó Lo'A Lo'A está empenhada em sobreviver à relação tumultuada entre um cão e um gato. Será que ela vai conseguir?

HM HM – Dir. Mohamed Ghazala
2D – 2min17seg – 2005 - Egito
Sinopse: O que acontece quando um cliente não quer pagar a conta pela comida que comeu?

Hide & Seek - Dir. Sherif Abbas
2D - 2min26seg – 2007 - Egito
Sinopse: Um pequeno garoto se esconde de quem está à procura dele, mas será tudo em vão?

Ooga Booga Samba Mamba – Dir. Vaibhav Kumaresh
3D – 3min50’seg – 2007 - Índia
Sinopse: curta animado sobre esportes no tempo dos “homens das cavernas”.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dourados participa do “Dia Internacional da Animação” nesta quinta-feira


Com entrada gratuita, a mostra de curtas nacionais e internacionais acontece em mais de 400 cidades do Brasil e em 30 países, como França, Estados Unidos, Canadá, Camarões e Coréia do Sul

Pelo sétimo ano consecutivo, o Dia Internacional da Animação é celebrado no Brasil com uma mostra, simultânea e gratuita, de curtas-metragens nacionais e internacionais. No dia 28 de outubro, às 19h30, haverá exibições em mais de 400 cidades do país, organizadas pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA).

Dourados está inserida nesse circuito por meio do Cineclube UFGD e a exibição será no cine-auditório da Unidade 1, Rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso. Em Mato Grosso do Sul, outras sete cidades estão participando: Bonito, Campo Grande, Corumbá, Jaraguari, Miranda, Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante.

Este é o maior evento simultâneo do gênero do mundo, que tem como principal objetivo difundir o cinema de animação, atraindo novos públicos e proporcionando aos espectadores o acesso a essa arte cinematográfica, institucionalizando o dia 28 de outubro, como referência histórica da animação mundial na sociedade brasileira.

O “Dia Internacional da Animação” também acontece em 30 países, como França, Estados Unidos, África do Sul, Canadá, Irã, Romênia, Coréia do Sul, Austrália e Camarões, que fazem intercâmbio de suas mostras.

Em 2010 foram inscritos 73 curtas-metragens em animação de vários estados brasileiros. Destes, foram selecionados 11 para o programa oficial brasileiro que será exibido em todas as cidades participantes no Brasil e nos 51 países membros da ASIFA (http://asifa.net). Além das exibições da mostra oficial, nacional e internacional (que terão uma hora de duração cada), acontecerão várias atividades nas cidades participantes nos dias que antecedem o evento como mostras infantis, mostra para deficientes auditivos, mostra para deficientes visuais e também oficinas, debates, palestras e exposições.

A Mostra infantil do Cineclube UFGD foi realizada no último sábado (23), durante o Dia da Ação Social UFGD/Sesi/BR Foods, na Escola Armando Campos Melo, no Jardim Santa Brígida.

A Mostra Nacional 2010 contará com a exibição de curtas metragens como “Tromba Trem - O estrangeiro”, de Zé Brandão; “Como comer um elefante”, de Jansen Raveira e “Eu queria ser um monstro”, de Marão (RJ); “Doce Ballet”, de Lina Fridman e Maira Fridman; “Quando as cores somem”, de Luciano Lagares (SP), entre outros. Entre os selecionados da Mostra Internacional, destaque para “Pássaros”, de Filipe Abranches (Portugal); “Kensho”, de Daniel Kang (EUA); “Zsa Zsa Zsu”, de Tromarama (Indonésia) e “Hide & Seek”, de Sherif Abbas (Egito).

“Proporcionar à diversas cidades brasileiras a exibição de filmes de animação, com entrada franca, criando debates e discussões é o principal objetivo da organização do DIA, que pretende despertar o interesse do público em fazer cinema de animação, revelar talentos e integrar as pessoas. O evento gera a integração cultural em todas as regiões do país, mobilizando diversas comunidades e facilitando a inclusão e o acesso da população à cultura”, revela Luciana Druzina, coordenadora do Dia Internacional da Animação.

Este ano, a mostra acontece em todos os estados do país. O evento busca ainda alavancar a divulgação dos filmes nacionais para o mercado estrangeiro, através do intercâmbio com outros países. A programação local de cada cidade pode ser conferida no site www.diadanimacao.com.br .

“Este será o sétimo ano que a ABCA promove o Dia Internacional da Animação. A cada edição, alcançamos mais cidades e espectadores. Somos o país que faz o maior evento de celebração da animação no mundo e isso só acontece graças ao esforço de muitos voluntários entusiastas da arte da animação espalhados por todo o território nacional. A ABCA se enche de orgulho de ter desencadeado esse fenômeno e de conseguir repetí-lo a cada ano no Brasil”, avalia Marta Machado, diretora da ABCA.

Sobre o Dia Internacional da Animação:
A mostra foi criada em 2002 pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) para comemorar o Dia Internacional da Animação. Foi nesta data que Émile Reynaud, em 1892, realizou a primeira projeção do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris. Essa projeção foi à primeira exibição pública de imagens animadas (desenhos animados) do mundo.

A organização nacional do evento contará novamente com o apoio na divulgação da Globo Filmes, TV Rá-Tim-Bum, TV Brasil, TV Cultura, Canal Futura, Espaço Z, Rain, Movie Mobz, Sesc TV e Cine Brasil TV, além do apoio do CTAV – Centro Técnico do Audiovisual , do Conselho Nacional de Cineclubes, do Fórum dos Festivais, do Centro de Produção de Legendas e do Habanero Áudio.

O DIA tem o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural, através da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura – Lei Rouanet e com a parceria da ASIFA, para que a mostra brasileira também esteja presente na comemoração em mais de 50 países no mundo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cineclube UFGD e PAEM exibem “Vivir la utopia” neste sábado


Neste sábado (23), às 16h30, o Cineclube da UFGD exibirá o filme “Vivir la utopia”, documentário que relata a história do Movimento Anarquista Espanhol, numa parceria com o coletivo PAEM (Para Além do Mercado e do Estado). A entrada é franca e o filme será debatido com um militante do PAEM.

“Vivir la utopia” é um documentário de 1997, produzido pela TVE e dirigido por Juan Gamero, no qual se descreve a experiência anarcossindicalista e anarco-comunista vivida na Espanha que transformou radicalmente as estruturas da sociedade em amplas zonas de resistência republicana, evento denominado como Revolução Espanhola, durante a guerra civil de 1936-39.

Consta de 30 entrevistas com sobreviventes anarquistas da Revolução Espanhola, cujo testemunho mostra a consolidação da revolução social e os antecedentes históricos do movimento libertário espanhol. Esta tarefa significou, segundo o documentário, a organização de aproximadamente 7 milhões de camponeses em comunidades agrícolas, 3000 fábricas e empresas autogestionadas nas cidades, a união de 150 mil milicianos anarquistas contra o fascismo, assim como as atividades culturais e o movimento Mulheres Livres, de mulheres contra o patriarcado.

Mais informações
Direção: Juan Gamero
Som: Maribel Sánchez-Maroto, Manuel Carvajal
País: España
Ano: 1997
Duração: 95 min.
Distribuição: TVE 2

Entrevistas com os anarquistas: Miguel Alba, Ramon Álvarez, Frederico Arcos, Marcelino Bailo, Maria Batet, Severio Campos, Francisco Carrasquer, Miguel Celma, Valerio Chiné, José Espana, Jose Fortea, Juan Giménez, Antonio Lahuerta, Concha Liano, Fidel Miró, Aurora Molina, Heleno Molina, Conxa Pérez, Suceso Portales, Dolores Prat, Ximo Queirol, Maravilla Rodríguez, Juan Romero, Manuel Sanz, Liberto Sarrau, José Sauces, José Serra Estruch, Antonio Turón, José Urzáiz, e Antonio Zapata.

Contatos
PAEM http://coletivopaem.blogspot.com