sexta-feira, 16 de outubro de 2009

42 curtas na Ação Social da UFGD

Na Escola Municipal Etalívio Penzo, o Cineclube UFGD faz parte da programação da Ação Social UFGD/SESI/Perdigão e exibirá gratuitamente os programas Curtas Universitários, Olhares Femininos, Comunidades, Diferenças, Comédias Contemporâneas e Núcleo de Animação do CTAv, totalizando 42 curtas-metragem.

Do programa Curtas Universitários, o público poderá conferir: Produto Descartável, Veludo & Cacos-de-vidro, Velha História, Um Sol Alaranjado e Velha História; do programa Olhares Femininos, os curtas:Messalina, 3 Minutos, Cartão Vermelho, Dalva, “Desventuras de Um Dia ou a Vida Não é Um Comercial de Margarina...” e Estória Alegre; do programa Comunidades, os curtas: Acadêmicos do Morrinho parte 1, Acadêmicos do Morrinho parte 2, Defina-se, “Geyzislaine, Meu Amor”, Maria Capacete, MULHER DE AMIGO, O Saci no Morrinho, “Picolé, Pintinho e Pipa” e “Seu Aluisio e o Mar”; do programa Diferenças, os curtas: Criaturas que Nasciam em Segredo, Labirinto, O Resto é Silêncio, Patuá, Príncipe do Fogo e Reminiscência; do programa Comédias Contemporâneas, os curtas: Açaí com Jabá, BMW Vermelho, Dov`e Meneghetti, No Princípio Era o Verbo, O Oitavo Selo e P R Kadeia; e do programa Núcleo de Animação do CTAv, os curtas: Em nome da lei, Evoluz, Informística, Instinto animal, Noturno, O Músico e o cavalo, Presepe, Quando os morcegos se calam, Tem boi no trilho e Viagem de ônibus.

Sábado - Aleluia Gretchen


Às 17h, no cine-auditório da Unidade 1 da UFGD, será exibido gratuitamente o longa Aleluia Gretchen ( Sylvio Back , PR e SC, 1976) com vídeo de abertura do pexbaA (Itaú Cultural). O filme Aleluia Gretchen é o terceiro longa-metragem do diretor Sylvio Back e traz a marca da controvérsia política que marcaria a obra do cineasta catarinense a partir dessa obra, que mostra a saga de uma família de imigrantes alemães que fogem da Alemanha nazista e se fixam no sul do Brasil.

Para mostrar as ligações da Ação Integralista Brasileira com o Terceiro Reich, ao longo de quatro décadas, o diretor recorre a uma linguagem tão polêmica e ousada quanto o próprio tema. Realizado durante a ditadura militar, em 1976, o filme permanece como um dos pontos altos na carreira de Back, que escreveu o roteiro com o futuro novelista Manoel Carlos, inspirado nas suas memórias e origens culturais. Vale destacar a ótima utilização na trilha sonora de A Cavalgada das Walkírias, de Richard Wagner, em ritmo de rock, em versão do grupo O Terço.

Já a banda pexbaA lançou dois CDs, em 1999 e 2004, e é formada por Rossano (trompete e voz), Rodrigo (bateria), Rodrigo Otávio (guitarra) e João Marcelo (contrabaixo). Uma das características do grupo é o uso de um idioma inexistente em suas letras e de uma música essencialmente experimental.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TERRA EM TRANSE


Terra em Transe: Filme de Glauber Rocha será exibido gratuitamente neste sábado


A obra foi responsável pela consagração internacional de seu diretor e chegou a ser proibida pela censura da ditadura militar

O Cineclube UFGD exibe com entrada franca, às 17h deste sábado (10), o filme longa metragem Terra em transe, do diretor Glauber Rocha, no cine-auditório da Unidade 1 da UFGD, localizada na Rua João Rosa Góes, 1.761, Vila Progresso. O filme é recomendado para maiores de 14 anos.

Um dos grandes clássicos da cinematografia brasileira, Terra em transe acompanha os dramas de consciência de um jornalista e poeta que oscila entre diversas forças políticas que lutam pelo poder no fictício país de Eldorado. Marcado pelo tom alegórico, o filme já foi definido como “um espetáculo poético sobre o transe político”.

Responsável pela consagração internacional de seu diretor, Glauber Rocha, ao receber premiações nos festivais de Cannes, Locarno e Havana, o longa-metragem chegou a ser proibido pela censura da ditadura militar, por ser considerado “subversivo e irreverente com a Igreja”. Com elenco liderado por Jardel Filho, Paulo Autran e Glauce Rocha, Terra em transe reúne ainda uma talentosa equipe técnica: Luiz Carlos Barreto e Dib Lutfi (fotografia), Sérgio Ricardo (música original) e Eduardo Escorel (montagem).

A sessão de cinema terá ainda a exibição do curta Mulher de Amigo (Leandro Monteiro, RJ, 2005) que conta a história de quando o líder de um bando de ladrões sai para uma missão e deixa seu fiel amigo tomando conta de sua mulher, pois um galã local anda rondando o cerco. Esse filme faz parte do Programa Comunidades, viabilizado pela Programadora Brasil.

Para recepcionar o público, às 16h45, o Cineclube apresenta o vídeo de Regina Spósito
que compõe a Coletânea Cartografia Musical Brasileira, fruto do programa Rumos Itaú Cultural Música 2004-2005. Regina Spósito nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1966, e é cantora, atriz e produtora. Realizou sua primeira apresentação musical aos 15 anos. Estudou na Babaya Escola de Canto, notável pela formação de artistas de teatro e música. Em 1995, estreou com a cantora Marina Machado o show Hebraico. No ano seguinte, encenou o espetáculo O Homem da Gravata Florida, que gerou a Cia. Burlantins. Em 1997, Regina reuniu intérpretes mineiros para a gravação do CD Prato Feito, para a Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida. Entre os CDs que lançou, destacam-se Desoriente o País, 1993; e Regina Spósito, 2001.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sábado: A Hora da Estrela



Neste sábado (3), às 17h, será exibido gratuitamente no cine-auditório da Unidade I da UFGD o filme A Hora da Estrela (longa) e o curta-metragem Clandestina Felicidade com vídeo de abertura de Lillíssakar - Nação Fulni-ô (Itaú Cultural). A sessão de cinema é gratuita e aberta para maiores de 14 anos.

A Hora da Estrela, baseado no romance homônimo de Clarice Lispector, é primeiro longa-metragem de Suzana Amaral. Modelo fértil para a história da adaptação cinematográfica brasileira pela forma criativa com que trabalha o discurso literário e sua transposição para o cinema. Narra a tragédia social do retirante nordestino a partir do percurso de Macabéa, uma imigrante alagoana que abandona o Nordeste para viver na metrópole. Alcançou expressiva repercussão e conquistou alguns dos principais prêmios nos festivais de Brasília e Berlim.

O curta Clandestina Felicidade (Programa Curta Cada Página) mostra a infância da escritora Clarice Lispector: seu amor pelos animais e sua paixão pelos livros. O filme reúne alguns contos/crônicas de quando criança na cidade do Recife (nordeste do Brasil) na década de 20. Olhar curioso, perplexo, e descoberta do mundo na menina Clarice. O filme tem 15 minutos de duração e foi dirigido por Beto Normal e Marcelo Gomes.

Já o vídeo de abertura, às 16h45, apresenta Lillíssakar - Nação Fulni-ô que é cantor, compositor, folclorista e protetor da cultura de sua nação indígena, a Fulni-ô, que fica em Águas Belas (PE). Seu primeiro álbum solo foi Onde o Asfalto Termina. Leva sua cultura para o povo não indígena, fazendo apresentações de música e dança tradicionais e dando palestras sobre a vida cotidiana dos índios em colégios e encontros. O nome Lillíssakar significa periquito.

Cineclube exibe documentários musicais nesta quinta-feira

Às 12h desta quinta-feira (1), o Cineclube UFGD apresenta os filmes do programa Documentário Musicais, fornecido pela Programadora Brasil. A exibição será no auditório de Biotecnologia da Unidade II da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), localizada na Cidade Universitária.

A seleção de Documentários Musicais traz os curtas: O Mundo é uma Cabeça (Bidu Queiroz e Cláudio Barros , PE, 2004), Pânico em SP (Cláudio Morelli , SP, 1982), Rua da Escadinha 162 (Márcio Câmara , CE, 2002), Seu Minervino e a Viola Caipira (Pedro Dacosta Lyra , RJ, 2005) e Viva Volta (Heloisa Passos , PR, 2005).

Neste programa são apresentados registros de alguns gêneros bastante díspares, evitando qualquer pretensão totalizadora. É fato que a música brasileira é adorada nos quatro cantos do mundo, por sua qualidade sonora e diversidade de gêneros. Documentários Musicais vai do enfoque etnográfico da música interiorana à influência estrangeira do punk e sua adoção como modus vivendi, para finalizar na saudável mistura eclética e contemporânea do manguebeat pernambucano.

O Mundo é uma Cabeça é um registro do movimento musical pernambucano manguebeat. Imagens inéditas de Chico Science, que conduz o documentário a bordo do seu "galaxe" num passeio noturno pelo velho bairro do Recife.

Pânico em SP mostra os punks de São Paulo, vistos em seus redutos e nas ruas da cidade. Depoimentos em off sobre seu modo de vida, sua visão da sociedade, seus conflitos com a polícia. Imagens de um show punk, com jovens dançando. Canções dos grupos Olho Seco, Incocentes e Cólera.

Rua da Escadinha 162 é um documentário sobre o acervo do pesquisador e colecionador Christiano Câmara: suas idéias e sua luta para preservar seu acervo.

Seu Minervino e a Viola Caipira apresenta Seu Minervino que é carpinteiro e mestre na arte de fazer e tocar viola, dividindo seu tempo entre o trabalho da roça e o trabalho de fazedor de instrumentos musicais.

Viva Volta é um documentário sobre o trombonista brasileiro Raul de Souza que, desde 1971, vive em Paris e sofre com a falta de reconhecimento em seu País de origem. Com o som do seu trombone ao fundo, o filme leva o personagem de volta a Bangu, na cidade do Rio de Janeiro, e reconstrói sua trajetória. Revisita Saravah (filme de 1969) e, em 2005, promove o reencontro dele com Maria Bethânia. Juntos, celebram a devoção à música

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Bang Bang e Bla Bla Bla, neste sábado, às17h

Para sábado (12), o Cineclube UFGD prepara a apresentação do longa Bang Bang ( Andrea Tonacci , SP, 1970 e, do curta Bla Bla Bla... (Andrea Tonacci , RJ, 1968) e faz a abertura com o video do grupo Chico Correa & Eletronic Band (Itaú Cultural). Os filmes serão exibidos gratuitamente, para maiores de 12 anos, às 17h, no cine-auditório da Unidade 1 da UFGD, localizada na Rua João Rosa Góes, nº 1.761.

O cinema de Andrea Tonacci é único e sem paralelos dentro do cinema brasileiro. Por mais que se costume localizar seus filmes no cerne do chamado Cinema Marginal, de fato seus trabalhos se diferenciam bastante do que se realizou em torno daquele movimento cinematográfico. Marcado por uma preocupação rigorosa com a linguagem do cinema em seus elementos constitutivos básicos (fotografia, som e, principalmente, a montagem), seu cinema ainda assim revela-se muito pouco formalista e, ao mesmo tempo, extremamente humano e urgente. Com Bang bang e Bla bla bla..., Tonacci nos impõe um paradoxo de enorme beleza: faz um cinema radicalmente atemporal, mas ao mesmo tempo profundamente fincado no momento histórico em que é realizado. Trata-se de uma dupla de filmes essencial para compreender o Brasil da virada dos anos 1960 para os 1970, mas também de hoje e sempre.

Já o grupo Chico Correa & Eletronic Band foi criado em 2002, em João Pessoa (PB), e é fruto de experimentações musicais do guitarrista e DJ Esmeraldo Marques, conhecido como Chico Correa. Começou a ganhar projeção em festivais no Nordeste e posteriormente alcançou grandes shows, como o TIM Festival 2003, em São Paulo. O grupo conta com Stephan (saxofone), Larissa (vocal), Victor (bateria) e Ed (baixo). O som regional são samples dos registros de pesquisas sobre manifestações folclóricas desenvolvidas na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Recursos eletrônicos também são usados, com o objetivo de criar e de divulgar as canções do grupo.

Programas de animação e de suspense no Cineclube hoje

Nesta quinta-feira (10), às 12h, o Cineclube UFGD exibe filmes curta-metagem dos programas Núcleo de Animação do CTAv e Medo e Suspense, para maiores de 16 anos, no auditório de Biotecnologia da Unidade II da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Cidade Universitária.

Os filmes são: Viagem de ônibus, Evoluz, Presepe, Tem boi no trilho, Tropel, Behemoth e Nocturnu.

Em Viagem de ônibus, uma jovem está a caminho do trabalho e observa cenas do cotidiano urbano do Rio de Janeiro a partir da janela do ônibus que cruza a cidade misturam-se ao sonho na imaginação da jovem.

Presepe conta a história de dois bonecos de mamulengo nordestinos desembarcam numa cidade grande. Sonho ou pesadelo?

Já em Evoluz, um índio está caminhando na praia e vê luzes caindo do espaço. Ao cair transformam-se em árvores com frutos luminosos. Ao comê-los fica “iluminado”, com poder de ir a outras galáxias procurar a sua dualidade(índia) e libertá-la da pirâmide da sociedade. Ao libertá-la eles vão a um planeta onde existe várias árvores semelhantes.

No filme Tem boi no trilho, um bezerro abandona a boiada, atraído pelo trem que passa pelo sertão em seca. O Vaqueiro, ao perseguir o boizinho, acaba levando-o de encontro à locomotiva. O que parecia ser um trágico desastre, porém, cede lugar a um final inesperado.

Em Tropel, a vida monótona do açougueiro João é quebrada com o anúncio do casamento da sobrinha de Dona Eva, Melissa, uma menina de treze anos de idade. Ao final do dia, ele fecha o açougue e a solidão torna-se imensa.

Logo após, Behemoth mostra um estranho ritual de magia negra que acaba se tornando um pesadelo de conseqüência desastrosas para um fiel orador.

O curta Nocturnu traz o inferno na Terra, com deuses diabólicos e Lúcifer emergindo das entradas de um navio em busca de carne humana e sangue como alimento. Esses três últimos filmes são parte do Programa Medo e Suspense.